MEDITAÇÃO
Suspensa em singular cronologia
Paraliso o momento e me desconheço
Decifro meus desejos e anseios, fria
Absorta em indagações a esmo
Gradativamente permito a passagem
Nada se faz intransponível ou ausente
O tudo que existe toma forma em imagem
Contaminando a realidade decadente
Compartimentos incrédulos se acumulam
Numa vastidão voraz que carrego
Ocos se emolduram
Numa cadência incessante de ecos.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
CIRCO
Não vá pensando que sou pura
Que não sou má
Tenho eu também desejos de
Vingança
e não costumo acalentar
lembranças para
Enfraquecer meu ódio
Não se acomode a estabilidade
Que te paira
Imaginado ser eu imaculada
Sou humana, como todas outras,
Como tu
Desfaço-me do que disse
Se assim precisar
Proteja-se contra minhas pragas,
Rogue compaixão
E não fuja
Me levarás sempre contigo
Não se pergunte nada
A resposta está comigo
Fique assim rendido
Ou me obrigarás
A atear fogo
No nosso circo colorido.
Não vá pensando que sou pura
Que não sou má
Tenho eu também desejos de
Vingança
e não costumo acalentar
lembranças para
Enfraquecer meu ódio
Não se acomode a estabilidade
Que te paira
Imaginado ser eu imaculada
Sou humana, como todas outras,
Como tu
Desfaço-me do que disse
Se assim precisar
Proteja-se contra minhas pragas,
Rogue compaixão
E não fuja
Me levarás sempre contigo
Não se pergunte nada
A resposta está comigo
Fique assim rendido
Ou me obrigarás
A atear fogo
No nosso circo colorido.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
INSTINTOS
giro em passos de valsa
nua, louca, amarga
agarrada a um vestido virgem
canto baixo ao seu ouvido
entupido
esparramada em pedregulhos
pontiagudos, amorteço
e teço cada teia
que te amarra
fito com palpável adoração
seus olhos que não sei a cor
ânsias de uma volúpia anciã
que não se cansa
âmago sedutor que invade
e percorre a devastação
de um corpo frouxo,
incasto,
dançante sem passos
tu que adentras
por todos meus poros
age como morfina
me estrangula
com monossílabos
tu que me torce
que me lê do avesso
que me chama
que me esquece
nua, dançando
em solo imaginário
e abandonada à autodidaxia
de amar você
nua, louca, amarga
agarrada a um vestido virgem
canto baixo ao seu ouvido
entupido
esparramada em pedregulhos
pontiagudos, amorteço
e teço cada teia
que te amarra
fito com palpável adoração
seus olhos que não sei a cor
ânsias de uma volúpia anciã
que não se cansa
âmago sedutor que invade
e percorre a devastação
de um corpo frouxo,
incasto,
dançante sem passos
tu que adentras
por todos meus poros
age como morfina
me estrangula
com monossílabos
tu que me torce
que me lê do avesso
que me chama
que me esquece
nua, dançando
em solo imaginário
e abandonada à autodidaxia
de amar você
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
TROVAS
ELEXELA
Ele suplica o meu querer
Eu desvio pra pensar
Não arrisco o bem querer
e decido: não vou dar.
Ele vira transtornado
me ignora, passa longe
emudeço ali do lado
muito virgem como um monge.
Ele suplica o meu querer
Eu desvio pra pensar
Não arrisco o bem querer
e decido: não vou dar.
Ele vira transtornado
me ignora, passa longe
emudeço ali do lado
muito virgem como um monge.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
TRÊS
Escuto risos,
Palavras de ordem
Discussão e choro
Batidas na porta
Ombro e consolo
Bicicleta única
Garupa
Imaginação e
Farra
Bonecas,
Diálogos,
Cotidiano e
Férias
Patins,
Professoras,
Bibliotecárias
Farmacêuticas
Dançarinas ensaiadas
Samba
Cigana
Lambada
Portas abrindo
Beijos secretos
Mãos dadas
Pirâmide
Doces,
Chuva
Raio
Risadas
Palavras soltas que
Emendadas com o ontem
Ganharão formato
Amigas íntimas
De fino trato
À vocês que dirijo este retrato.
Ana Suelen Pisetta (Preta).
Escuto risos,
Palavras de ordem
Discussão e choro
Batidas na porta
Ombro e consolo
Bicicleta única
Garupa
Imaginação e
Farra
Bonecas,
Diálogos,
Cotidiano e
Férias
Patins,
Professoras,
Bibliotecárias
Farmacêuticas
Dançarinas ensaiadas
Samba
Cigana
Lambada
Portas abrindo
Beijos secretos
Mãos dadas
Pirâmide
Doces,
Chuva
Raio
Risadas
Palavras soltas que
Emendadas com o ontem
Ganharão formato
Amigas íntimas
De fino trato
À vocês que dirijo este retrato.
Ana Suelen Pisetta (Preta).
terça-feira, 8 de julho de 2008
PALAVRAS
Me consumo em horas vagas
Nem mesmo me dou conta da finitude que sou
Transcorrem horas e horas
Nada penso, faço ou vivo
O pensar da consciência é um emaranhado
que me fadiga
Me sinto exausta
O fluido da fumaça leva consigo meus temores
Inconscientemente vivo a contemplação
sem ação
Há ruídos
Mas nem sequer levanto os olhos
permaneço imóvel
Transito de uma dimensão à outra
Desembarco do inconsciente
Olho as horas
Observo a complexidade
da consciência de mãos dadas com o que não digo,
mas penso
Imagino que não sou legível,
Escrevo espasmos desconexos
porque são assim meus pensamentos e memória
Escureço, não compreendo,
Volto o texto e leio.
Escrevo como quem pensa em voz alta
Sou ilógica
Há tantas palavras em mim
Que me obrigo a expulsa-las
Sem qualquer ordem ou intenção,
Desencadeiam-se em correntes e elos
Entrelaçadas e infindas...
Ana Suelen Pisetta
Me consumo em horas vagas
Nem mesmo me dou conta da finitude que sou
Transcorrem horas e horas
Nada penso, faço ou vivo
O pensar da consciência é um emaranhado
que me fadiga
Me sinto exausta
O fluido da fumaça leva consigo meus temores
Inconscientemente vivo a contemplação
sem ação
Há ruídos
Mas nem sequer levanto os olhos
permaneço imóvel
Transito de uma dimensão à outra
Desembarco do inconsciente
Olho as horas
Observo a complexidade
da consciência de mãos dadas com o que não digo,
mas penso
Imagino que não sou legível,
Escrevo espasmos desconexos
porque são assim meus pensamentos e memória
Escureço, não compreendo,
Volto o texto e leio.
Escrevo como quem pensa em voz alta
Sou ilógica
Há tantas palavras em mim
Que me obrigo a expulsa-las
Sem qualquer ordem ou intenção,
Desencadeiam-se em correntes e elos
Entrelaçadas e infindas...
Ana Suelen Pisetta
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